sexta-feira, 6 de março de 2009

Isso faz parte de minhas memórias...

Há um ano, eu planejava ir pra fazenda ver minha mãe, o aniversário dela é 10 de março, passaria o fim de semana ao lado dela. Mas, por motivos alheios à vontade nossa, de SER HUMANOS, acabei deixando me levar por mazelas da vida e não fui. Na verdade o aniversário cairia na segunda, e, neste ano cairá na terça. Não fui ver minha mãe. Passar aquele fim de semana junto dela, mas meu irmão, na quinta-feira (06 de março de 2008), não hesitou: falou para os amigos que voltaria pra casa, pois teria que dormir com a mãe, não podia deixá-la só. As águas de março foram traiçoeiras, no caminho de volta, da cidade para fazenda, ele se perdeu em meio às águas. Foi o fim do caminho. Minha mãe dormiu só naquela noite, dormiria só noites inteiras pelo resto da vida. Perdi meu irmão, minha mãe perdeu mais um filho... e a dor não passa. Lembrar-me do Roberto Manoel, ou Mané como o chamávamos, é lembrar de humildade, de indisciplina, de amizade, de habilidades... Mas há uma memória que não se apaga, as heranças que ficam: Bárbara Roberta, Yure, Gilberto Antônio, Lethícia e João Gabriel. Meu irmão era da PAZ... tranquilo até demais. Tinha ímpetos, mas tinha amor! Acreditava em Deus e tinha uma sabedoria da escola da vida. Meu irmão, são minutos, horas, dias, meses, de dor e silêncio. Sinto sua falta! Sua ausência fez da morte uma cortina escura, a saudade é ilimitada e não passa. Hoje, só tenho a pedir “Senhor, Meu Deus, que meu irmão descanse em paz...” E, um dia, tenho a certeza que toda minha dor e saudade se tornarão alegria e felicidade, porque terei o mesmo destino, com a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo! Meu irmão, te amo, ainda que a morte nos separe. Beijos! Goiânia, 5 de março de 2009.

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